Celina e Grass adotam estratégias distintas no segundo turno no DF
No segundo turno pelo governo do DF, Celina Leão busca manter a vantagem e ampliar alianças, enquanto Leandro Grass aposta na mobilização nas ruas e em novos eleitores.
As campanhas de Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) chegaram ao segundo turno da eleição para o governo do Distrito Federal com estratégias diferentes.
Celina busca preservar a vantagem obtida no primeiro turno, ampliar a aliança política e fixar seu número de votação entre os eleitores. Grass aposta na mobilização nas ruas e na conquista dos votos de quem escolheu outros candidatos ou não compareceu às urnas.
Veja como foi a estratégia dos candidatos no segundo turno.
Celina Leão (PP)
Celina terminou o primeiro turno com 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Foram 1.089 votos a menos do que o necessário para vencer a eleição no primeiro turno — ou 168, se forem desconsideradas as candidaturas sub judice.
Durante a campanha do segundo turno, a candidata afirmou que parte do eleitorado pode ter se confundido no momento da votação e, por isso, passou a reforçar o número 11, correspondente à sua candidatura.
Mais de 26 mil eleitores digitaram 22 para governador, número do PL, embora não houvesse candidato ao governo do DF com essa numeração. Os dados eleitorais, no entanto, não permitem saber em quem essas pessoas pretendiam votar.
Os votos anulados por eleitores que digitaram 22 seriam suficientes para eleger Celina, caso a intenção deles fosse realmente votar na candidata.
Além de reforçar o próprio número, Celina manteve a ampla aliança partidária formada no primeiro turno e buscou novas adesões.
Entre os apoios recebidos estão os do ex-candidato Kiko Caputo (Novo) e da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). A agenda da candidata também incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com moradores, lideranças e apoiadores.
De acordo com a campanha de Celina, o segundo turno foi marcado pela ampliação do diálogo com os eleitores e pela apresentação mais detalhada das propostas.
A candidata manteve agendas nas ruas e passou a reforçar especialmente projetos para as áreas de saúde, educação e transporte.
Na reta final, a estratégia foi intensificar a presença junto aos eleitores e buscar o voto de quem ainda estava indeciso. A campanha afirmou também que procurava adaptar o diálogo às demandas das diferentes regiões do Distrito Federal.
“A prioridade é manter essa presença, esclarecer dúvidas e conquistar a confiança de quem ainda está decidindo o voto. Não existe eleição ganha”, destacou um assessor.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass, candidato de número 13, recebeu 569.930 votos, ou 34,47% dos votos válidos, no primeiro turno. Ele enfrenta o desafio de reduzir a distância aberta pela adversária.
A estratégia do petista foi reforçar as diferenças entre as duas candidaturas, dialogar com eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno e mobilizar quem não compareceu à votação.
O candidato também procurou ampliar a frente política em torno da chapa. Grass recebeu o apoio de Ricardo Cappelli e do PSB, além da mobilização de deputados distritais de esquerda.
Grass também contou com o “apoio não declarado” de José Roberto Arruda. Depois de se tornar inelegível, o candidato do PSD continuou fazendo críticas ao governo de Celina Leão e, indiretamente, ajudou a campanha petista.
A campanha ainda contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma caminhada em Ceilândia. Nas ruas, Grass apostou em panfletagens, atos, passeatas e encontros com moradores.
A disputa também incluiu entrevistas e a apresentação de propostas. Celina foi entrevistada pelo DF2 na quinta-feira, dia 15, enquanto Grass participou da sabatina na sexta-feira, dia 16. As duas entrevistas foram transmitidas pela TV Globo e ficaram disponíveis no Globoplay e no g1 DF.
O debate marcado para quinta-feira, dia 22, não aconteceu porque Celina Leão optou por não comparecer. Como previa a regra do debate, a TV Globo realizou uma entrevista de 20 minutos com Leandro Grass.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.