Após ficar preso 18 vezes, menino de Brasília se apaixona por elevadores
Aos 12 anos, Alex Turini, de Brasília, coleciona chaves e estuda elevadores e escadas rolantes. Após ficar preso 18 vezes, sonha ser engenheiro mecânico.
Para quem vive em uma cidade grande, usar um elevador ou uma escada rolante costuma ser uma atividade rotineira. Para o brasiliense Alex Turini, de 12 anos, porém, esses equipamentos representam um universo de engrenagens e possibilidades a serem compreendidas.
Durante um passeio em um shopping com o g1, o menino demonstrou seus conhecimentos sobre elevadores e escadas rolantes. A paixão começou depois que ele ficou preso em um elevador pela primeira vez. Em vez de desenvolver um trauma, Alex ficou curioso para entender como o equipamento funcionava.
De tanto investigar, ele acabou ficando preso outras 17 vezes, sem medo ou susto. Pelo contrário: a cada episódio, seu interesse pelo funcionamento dos equipamentos aumentava.
Alex costuma carregar no bolso um molho de chaves que leva para quase todos os lugares. A coleção reúne chaves usadas para ligar elevadores e escadas rolantes, acumuladas durante visitas a salas de máquinas — espaços onde ficam os equipamentos responsáveis pelo controle dos sistemas que operam essas instalações.
“Se eu perco isso aqui [o molho de chaves], eu choro por 15 dias”, brinca Alex. “São as chaves que eu coleciono e separo por empresa.”
Alex e a família moram em um apartamento. Sempre que alguém fica preso no elevador do prédio, o porteiro costuma ligar para ele.
“Teve uma vez que um cara ficou preso e o porteiro era novo, não sabia mexer no elevador. Tinha que fazer uma manobra, e eu sabia fazer. Então, ele me ligou. Eu coloquei meu capacete, cinto e luvas, liguei para a empresa do elevador e tirei o cara de lá. Ele me abraçou e agradeceu umas 100 vezes”, lembra o menino.
A paixão pelo funcionamento dessas máquinas já ajudou Alex a decidir qual profissão deseja seguir quando crescer: engenheiro mecânico.
“Quero trabalhar primeiro como técnico e depois ser engenheiro”, afirma.
A curiosidade de Alex também envolve toda a família. A mãe já o levou, durante a madrugada, ao Aeroporto de Brasília para que ele pudesse descobrir como funcionavam as escadas rolantes e os elevadores do terminal depois da meia-noite.
Na ocasião, Alex conheceu a equipe de manutenção do aeroporto. A amizade resultou em um vídeo publicado nas redes sociais do terminal, mostrando os bastidores dos equipamentos.
Até o fim daquele fim de semana, o conteúdo havia viralizado e reunido mais de 15 mil curtidas nas redes sociais.
“Ele gosta tanto desse universo que passou a acompanhar as manutenções desses equipamentos e até ganhou um apelido: Mike Tanguinho. O nome vem de Mike Tango (MT), como chamamos o time de manutenção por aqui”, informou o Aeroporto de Brasília em uma publicação.