Pesquisa Quaest mostra 84% de apoio ao internamento involuntário
Pesquisa Quaest mostra que 84% dos eleitores apoiam o internamento involuntário de pessoas vulneráveis ou em situação de rua; rejeição é maior entre jovens de 16 a 34 anos.
Uma pesquisa Quaest, divulgada esta quinta-feira (10), avaliou a opinião dos eleitores sobre o internamento involuntário de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou em situação de rua. O estudo foi encomendado pela Globo.
A lei que regula a medida foi sancionada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em julho deste ano. O primeiro internamento involuntário ocorreu em agosto, quando um homem de 31 anos foi retirado dos carris do metro.
De acordo com a pesquisa, 84% dos eleitores são favoráveis ao internamento involuntário. Outros 13% opõem-se à medida e 3% não quiseram ou não souberam responder.
Entre as mulheres, 88% declararam-se favoráveis, 9% disseram ser contra e 3% não quiseram ou não souberam responder. Entre os homens, 79% apoiam a medida, 17% opõem-se e 4% não quiseram ou não souberam responder. Em ambos os grupos, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
A Quaest ouviu 1 104 pessoas com 16 ou mais anos entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os números de registo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são BR-04442/2026 e DF-01987/2026.
Eleitores dos 16 aos 34 anos
A maior rejeição à medida verifica-se entre os eleitores dos 16 aos 34 anos: 20% declararam-se contra. Neste grupo, a margem de erro é de cinco pontos percentuais. Um total de 76% é favorável ao internamento involuntário, 20% é contra e 4% não quis ou não soube responder.
Eleitores dos 35 aos 59 anos
Entre os eleitores dos 35 aos 59 anos, 87% são favoráveis ao internamento involuntário, 10% opõem-se e 3% não quiseram ou não souberam responder. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.
Eleitores com 60 ou mais anos
Entre os eleitores com 60 ou mais anos, 88% apoiam a medida, 7% são contra e 5% não quiseram ou não souberam responder. A margem de erro é de sete pontos percentuais.
Resultados por nível de escolaridade
Os eleitores que estudaram até ao ensino fundamental são os mais favoráveis à medida, com 88% de apoio.
Entre os que concluíram o ensino fundamental, 88% são favoráveis ao internamento involuntário, 8% opõem-se e 4% não quiseram ou não souberam responder. A margem de erro é de seis pontos percentuais.
Entre os que concluíram o ensino médio, 83% apoiam a medida, 13% são contra e 4% não quiseram ou não souberam responder. A margem de erro é de cinco pontos percentuais.
Entre os eleitores com ensino superior completo, 82% são favoráveis, 15% opõem-se e 3% não quiseram ou não souberam responder. A margem de erro é de cinco pontos percentuais.