Candidatos ao governo do DF destacam moradia popular e combate à grilagem
Candidatos ao governo do DF apresentam propostas para moradia popular, combate à grilagem, saúde, transporte e obras durante sabatinas com setores imobiliário e da construção civil.
Os candidatos ao governo do Distrito Federal participaram, nesta terça-feira (15), de sabatinas promovidas por entidades dos setores imobiliário e da construção civil. A agenda também marcou o segundo dia de entrevistas com os candidatos na TV Globo.
Nas conversas com representantes dos setores, os candidatos destacaram propostas para a construção de moradias populares e o combate à grilagem de terras.
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Leandro Grass (PT)
Leandro Grass participou pela manhã de uma sabatina no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Distrito Federal (Sinduscon-DF). Ele propôs investimentos em moradia social e afirmou que pretende construir 40 mil novas unidades habitacionais, além de ampliar o aluguel social para evitar ocupações irregulares.
À tarde, Grass esteve no Setor Comercial Sul, onde conversou com eleitores e distribuiu panfletos.
Na área da saúde, o candidato prometeu criar, no primeiro dia de governo, um plano para reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias. Também afirmou que pretende equipar o Hospital Materno Infantil e contratar mais pediatras e ginecologistas.
“Nós vamos reduzir consultas e exames para 30 dias de espera, ampliando as equipes, fazendo mutirões, fazendo com que a população tenha acesso aos especialistas, porque hoje não estão nos hospitais. Melhorando também os nossos hospitais, construindo novos e garantindo atendimento da saúde sem essa espera longa, e também da saúde perto de casa com atenção primária”, afirmou.
Para a população idosa do DF, Grass propôs uma política específica, com a ampliação dos centros de convivência e a contratação de mais geriatras.
Celina Leão (PP)
O primeiro compromisso da candidata à reeleição Celina Leão foi uma sabatina no Sinduscon, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A governadora destacou a redução do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no DF, medida que, segundo ela, aqueceu o mercado imobiliário. Celina também se comprometeu a não aumentar impostos em um eventual novo mandato.
Celina declarou que o estudo de viabilidade técnica da Linha 2 do Metrô está pronto. Segundo ela, o projeto atenderá moradores do Gama, de Santa Maria, do Recanto das Emas, do Riacho Fundo e da Candangolândia. A candidata também prometeu retomar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nas avenidas W3 Sul e Norte.
Na área habitacional, a governadora apresentou propostas para combater a grilagem de terras. Ela propôs doar lotes unifamiliares a pessoas de baixa renda que estão na fila da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Os terrenos ficam em Planaltina, Samambaia, Recanto das Emas e Ceilândia.
“Estamos com quatro novas áreas com a previsão de mais de 23 mil unidades familiares. Nós vamos combater a grilagem, então estamos aqui aproveitando a oportunidade para falar que as pessoas não comprem essas áreas de grileiros porque o Estado vai ter uma política muito forte de entregar esses lotes para as pessoas de baixa renda que estejam nos critérios da Codhab”, alertou.
No fim da manhã, Celina participou da série de entrevistas do DF1 com os candidatos ao governo do Distrito Federal, na TV Globo.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte participou de duas sabatinas. A primeira ocorreu na sede da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco).
Durante o encontro, a candidata prometeu concluir obras de hospitais e construir mais creches e escolas fora do Plano Piloto. Ela afirmou que, se eleita, manterá um espaço permanente de diálogo com representantes do setor da construção civil.
Belmonte também propôs mais transparência e agilidade na execução de obras públicas.
“A gente defende um governo com muita transparência, com otimização dos recursos. E aqui foi pedido que a gente tivesse uma mesa de negociação o tempo todo para entender, fazer a transparência desses processos e, principalmente, que os projetos possam sair do papel o mais rápido possível. Nós vamos ter um gabinete de combate à corrupção, então isso também tem que estar junto com esses processos”, afirmou.
A deputada também esteve no Sinduscon, onde respondeu a perguntas de empresários dos setores imobiliário e da construção. Ela destacou o déficit de moradias populares no DF e apresentou propostas de combate à grilagem, como o uso de tecnologia e o reforço da fiscalização para impedir ocupações irregulares.
Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo também participou da sabatina do Sinduscon. Aos empresários, ele afirmou que não falta dinheiro no caixa do Distrito Federal.
O candidato declarou que, se os recursos forem bem administrados, Brasília poderá alcançar resultados melhores em vários setores. Ele criticou ainda o que chamou de “loteamento político irresponsável”, com secretarias de Estado entregues a grupos parlamentares de forma improdutiva.
Para Caputo, falta coordenação e compartilhamento das políticas públicas para que as secretarias possam atender a população.
Ele afirmou que, se eleito, reduzirá a burocracia e criará um ambiente de negócios mais seguro para os empresários.
“O Estado tem que apoiar o empresariado, e a gente vai fazer muita obra pública no nosso governo. Porque a gente vai dar um choque de honestidade e um choque de gestão. Então vai sobrar dinheiro para fazer a expansão do metrô, quatro novas estradas-parque, quatro novos hospitais, reformar as nossas escolas para receber o ensino em tempo integral”, declarou.
José Roberto Arruda (PSD)
José Roberto Arruda começou o dia na sabatina do Sinduscon.
O candidato ouviu pedidos de empresários sobre o que eles consideram uma concorrência injusta entre empreendimentos particulares e projetos da Codhab instalados em áreas muito próximas.
Arruda afirmou ainda que, se eleito, questionará na Justiça a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB). Ele prometeu realizar uma auditoria para revisar o contrato nos primeiros 90 dias de mandato.
Sobre a flexibilização do uso de imóveis no Setor Comercial Sul para moradias, o candidato disse ser favorável, mas afirmou que os empresários devem apresentar projetos prontos para implementação. Segundo Arruda, a estrutura do governo é pesada e não tem agilidade.
“Nós podemos ter habitação no Setor Comercial Sul. Acho que isso é possível e é preciso ter segurança, iluminação. É uma vergonha o que está acontecendo no centro de Brasília. A pessoa vem de fora, se hospeda num hotel e não pode sair à noite com medo de ser assaltada. Nós temos que repensar o centro de Brasília”, pontuou.
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