Candidatos ao governo do DF debatem propostas em Brasília
Debate reúne quatro candidatos ao governo do DF em Brasília; Celina Leão não participa. Liminar do TSE garante a presença de Kiko Caputo, do Novo.
A TV Globo realizou, na noite desta terça-feira (29), em Brasília, um debate com candidatos ao governo do Distrito Federal nas Eleições 2026. A íntegra do debate está disponível no vídeo apresentado no início desta reportagem.
Participaram do debate Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB), em ordem alfabética. A mediação foi feita pelo jornalista Heraldo Pereira.
A candidata e atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi convidada, mas decidiu não participar.
A presença de Kiko Caputo foi determinada por uma decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomada nesta terça-feira (29). O presidente da Corte, ministro Nunes Marques, atendeu a um pedido do Novo e alterou o entendimento anterior do TSE sobre os critérios de participação de partidos em debates eleitorais promovidos por emissoras de rádio e televisão.
A liminar garantiu a participação dos candidatos do Partido Novo nos debates das Eleições 2026 em todas as emissoras de rádio e TV a partir desta terça-feira.
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) também havia sido convidado para o debate, mas teve a candidatura barrada definitivamente pelo TSE na sexta-feira (25). A decisão o proibiu de participar de eventos eleitorais, incluindo o debate.
Confira, a seguir, as participações dos candidatos em cada bloco.
Primeiro bloco
Leandro Grass (PT) perguntou a Kiko Caputo (Novo) sobre a crise do BRB.
Kiko Caputo (Novo) perguntou a Paula Belmonte (PSDB) sobre segurança pública.
Paula Belmonte (PSDB) perguntou a Ricardo Cappelli (PSB) sobre economia.
Ricardo Cappelli (PSB) perguntou a Leandro Grass (PT) sobre corrupção.
Segundo bloco
Kiko Caputo perguntou a Paula Belmonte sobre segurança.
Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre saúde pública.
Leandro Grass perguntou a Ricardo Cappelli sobre mobilidade urbana.
Ricardo Cappelli perguntou a Kiko Caputo sobre segurança alimentar.
A última interação do segundo bloco foi entre Ricardo Cappelli e Kiko Caputo.
Terceiro bloco
Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre problemas regionais do Distrito Federal.
Leandro Grass perguntou a Kiko Caputo sobre problemas regionais do Distrito Federal.
Kiko Caputo perguntou a Ricardo Cappelli sobre problemas regionais do Distrito Federal.
Ricardo Cappelli perguntou a Paula Belmonte sobre problemas regionais do Distrito Federal.
Quarto bloco
Ricardo Cappelli perguntou a Paula Belmonte sobre segurança pública.
Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre saúde pública.
Leandro Grass perguntou a Kiko Caputo sobre contas públicas.
Kiko Caputo perguntou a Ricardo Cappelli sobre gestões anteriores.
Considerações finais de Leandro Grass (PT)
Leandro Grass afirmou que, apesar de o debate ter passado da meia-noite, os eleitores estavam acompanhando o encontro por se preocuparem com Brasília, com suas famílias e com os problemas da cidade. Ele criticou a ausência de Celina Leão e disse que ela não teria ido a hospitais, escolas ou ao transporte público. Segundo Grass, a governadora teria abandonado o Distrito Federal e não teria condições de continuar administrando a cidade.
Grass classificou a gestão de Celina Leão como o pior governo da história e afirmou que Brasília merece uma oportunidade. Pediu aos eleitores que dessem uma chance à cidade, às crianças que passam fome, às mães atípicas que não conseguem vagas em creches e escolas e às pessoas que aguardam há muito tempo por atendimento de saúde.
O candidato se apresentou como professor brasiliense, de 41 anos, e disse que sempre viveu no Distrito Federal. Também afirmou ter sido professor da rede pública e da rede privada, deputado distrital, gestor, sociólogo e presidente de uma das maiores instituições do Brasil.
Grass declarou ter experiência e saber o que pretende fazer caso seja eleito. Disse que não tolera nem se conforma com o sofrimento das pessoas na cidade onde nasceu e que ama. Ao final, pediu votos, incentivou os eleitores a comparecerem às urnas no domingo e afirmou que não se deve ficar em casa nem votar nulo.
Considerações finais de Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo afirmou ser fruto de um Distrito Federal que funcionava. Disse que estudou em escola pública, utilizou a rede pública de saúde, construiu a família e prosperou na cidade. Segundo ele, os moradores e seus filhos e netos também devem ter a oportunidade de ver Brasília como uma terra de oportunidades.
Caputo defendeu um “choque de honestidade” no governo e afirmou ser necessário melhorar a gestão da administração pública para que a política volte a resolver os problemas reais da população. Disse ser ficha limpa e estar disposto a servir aos moradores do Distrito Federal.
O candidato afirmou que deseja ser o melhor servidor público do Distrito Federal. Disse que a cidade já teve educação e saúde de qualidade e que ainda é possível ter esperança, porque há recursos, mas falta responsabilidade de quem administra. Também criticou a “velha política” que, segundo ele, já governou o Distrito Federal, produziu uma série de escândalos e levou a cidade às páginas policiais.
Caputo afirmou que quer tratar as famílias com dignidade e respeito e resgatar o sonho de Juscelino Kubitschek, fazendo novamente de Brasília a capital da esperança. Para isso, apresentou sua candidatura como alternativa.
Considerações finais de Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli agradeceu a Deus pela noite e pediu a atenção dos eleitores para que entendessem, segundo ele, o que estava acontecendo no Distrito Federal.
Cappelli criticou a ausência de Celina Leão e afirmou que ela teria retirado Ibaneis Rocha e José Roberto Arruda da disputa, além de acreditar que já venceu a eleição porque o candidato que está em segundo lugar perderia no segundo turno. Ele declarou que 50% da população do Distrito Federal ainda não havia decidido em quem votar e disse que a eleição, dali a quatro dias, estaria nas mãos dos eleitores.
O candidato afirmou estar no Distrito Federal havia 23 anos e respondeu às críticas de que seria um “forasteiro”. Disse ser igual às pessoas que vieram da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Ceará, de Sergipe e de Minas Gerais, bem como aos nascidos no Distrito Federal que trabalham desde cedo.
Cappelli afirmou que tentaram fazê-lo desistir, cortaram seu dinheiro e colocaram pessoas influentes para pressioná-lo, mas que não desistiria. Comparou sua trajetória à dos trabalhadores que chegam ao ponto de ônibus às 5h30 e disse que, assim como eles, não tinha o direito de desistir. Também declarou que começou a trabalhar na rua aos 18 anos e que iria até o fim para mudar o Distrito Federal.
Ao final, pediu uma oportunidade aos eleitores para mudar o Distrito Federal.
Considerações finais de Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte pediu a bênção de Deus e afirmou que os eleitores estavam diante de um dos momentos mais importantes da eleição: a escolha de quem governará o Distrito Federal pelos quatro anos seguintes. Ela disse que os candidatos precisariam estar nas ruas nos dias seguintes para mostrar que havia uma alternativa.
Belmonte mencionou seu vice, doutor Everardo, que, segundo ela, comandaria o governo sem corrupção e com o combate a práticas corruptas.
A candidata se apresentou como mãe de seis filhos e afirmou ter entrado na política por viver no Distrito Federal e conhecer a cidade profundamente. Disse conhecer a realidade das escolas e dos hospitais e afirmou estar concorrendo com pouco apoio partidário, mas com o apoio da população.
Belmonte declarou ser a única mulher com condições de vencer a atual governadora e disse que não seria omissa. Pediu aos eleitores que a acompanhassem e que falassem sobre sua candidatura aos vizinhos e amigos.
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