Candidatos ao Governo do DF destacam propostas para mobilidade urbana
Candidatos ao Governo do DF apresentam propostas para melhorar a mobilidade urbana, a segurança, a saúde e a educação durante mais um dia de campanha.
Os candidatos ao Governo do Distrito Federal (DF) foram às ruas em mais um dia de campanha, nesta quinta-feira (27). A mobilidade urbana esteve entre os principais temas das promessas dos candidatos e das reivindicações dos eleitores.
O dia ficou também marcado pela presença de vários candidatos no 6.º Encontro Nacional de Lideranças, realizado no Brasil 21.
José Roberto Arruda (PSD)
O ex-governador José Roberto Arruda voltou ao Riacho Fundo II para falar sobre transportes públicos. O candidato reafirmou também a promessa de construir um hospital no Recanto das Emas, destinado a servir a população das regiões administrativas próximas.
Arruda prometeu construir mais duas faixas na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) e criar um corredor que ligue esta via à Estrada Parque Taguatinga (EPTG).
“No meu governo, pagávamos zero reais de subsídio às empresas de autocarros. Hoje, são pagos dois mil milhões de reais de subsídios às empresas de autocarros por ano. Com dois mil milhões, seria possível construir 20 quilómetros de metro por ano. Em quatro anos, seriam 80 quilómetros de metro. É isso que vou fazer”, afirmou.
O candidato destacou ainda a criação de um plano de carreira para evitar o despedimento de cobradores de autocarro.
Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli, candidato do PSB, participou numa entrevista durante a manhã, na qual defendeu melhorias nos transportes públicos e o reforço do efetivo policial.
Cappelli afirmou que, se for eleito, vai investir no núcleo de inteligência da Polícia Civil e reforçar o atendimento nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM). Defendeu também a criação de uma esquadra especializada no combate à ocupação ilegal de terras, com recurso a mapeamento por satélite.
“Temos de ter mais segurança aqui e, por isso, defendo o aumento do efetivo policial. Temos de recuperar as Rondas Candangas e o Cosme e Damião, com duplas de polícias militares a patrulhar as zonas residenciais. Mas também precisamos de reforçar o núcleo de planeamento e inteligência da Polícia Civil”, afirmou.
Celina Leão (PP)
A governadora Celina Leão começou o dia na Feira Permanente do Gama. Durante a visita, ouviu as reivindicações dos feirantes e prometeu investimentos em infraestruturas, incluindo a remodelação das casas de banho do local.
A candidata à reeleição ouviu também queixas dos moradores sobre a mobilidade urbana e prometeu criar uma nova linha de metro para servir a região.
“Iria da Candangolândia, passando pelo Riacho Fundo I e II, pelo Recanto, pelo Gama e por Santa Maria. Assim, esta cidade seria beneficiada por uma linha que serviria quase um milhão de pessoas nessa região”, explicou.
Celina prometeu ainda remodelar terminais antigos e construir novas estruturas nas regiões administrativas mais recentes.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass, candidato do PT ao Governo do DF, esteve no 6.º Encontro Nacional de Lideranças. Participou no painel “Os Caminhos da Gestão Pública e os seus Impactos nas Instituições Representativas”, que contou também com a presença dos candidatos Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (NOVO).
Grass defendeu a valorização dos funcionários públicos, através de planos de carreira e da implementação do teletrabalho. Prometeu ainda criar, caso seja eleito, um departamento dedicado à organização do serviço público no DF.
À saída do evento, o candidato falou sobre melhorias no metro.
“No meu governo, vamos recuperar o metro, renovar as carruagens e as estações, ampliar a rede e comprar novas carruagens, para que não tenhamos a atual baixa capacidade de operação. O metro já teve o dobro dessa capacidade, mas as carruagens foram avariando e acabaram por ser deixadas nos depósitos”, afirmou.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte, candidata do PSDB, participou também num painel no Brasil 21, onde destacou medidas para as áreas da saúde e da educação. A candidata criticou a falta de funcionários e o funcionamento do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas).
“Não temos a quantidade adequada de professores, nem de profissionais nas várias carreiras da saúde. Também não temos funcionários suficientes para recompor a segurança pública do DF. Em 2027, quando estiver no Governo, vamos não só recompor os efetivos, mas também valorizar estes profissionais, com estruturas, formação e acompanhamento”, afirmou.
A deputada voltou a destacar o compromisso de colocar o DF como referência no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).