Estações Central e Guará do Metrô-DF recebem a exposição Metamundus

Exposição contará com 33 obras do artista goiano-brasiliense Lemuel Gandara e contará com dois momentos principais: um primeiro, que se estenderá até o dia 16 de junho, na Estação Central, e um segundo, a partir do dia 17 de junho, na Estação Guará

(Brasília-DF, 02/06/2022) – As estações Central e Guará, de hoje até 01 de julho de 2022, vão receber a exposição individual do artista goiano-brasiliense Lemuel Gandara, intitulada Metamundus. A proposta consiste em uma experiência que atravesse os espaços físicos em que as obras ficarão instaladas e também a arena do digital, onde os usuários do Metrô-DF vão poder interagir por meio do metaverso. Em decorrência do caráter itinerário intuído desde o princípio de todo o processo, a exposição contará com dois momentos principais: um primeiro, que se estenderá até o dia 16 de junho, realizado na Estação Central, e um segundo, a partir do dia 17 de junho, que se concentrará na Estação Guará.

Pelo caráter híbrido e pelo alcance internacional da exposição, posto que organizada tendo em vista ampla circulação no âmbito do metaverso, a palavra “metamundus”, de que se intitula o evento, também foi formulada a fim de se romper com certas barreiras linguísticas – que poderiam limitar a amplitude na divulgação pretendida pelos organizadores. Por meio do resgate ao étimo latino, intuiu-se expressão que dispense traduções a outras línguas, porquanto recupere em sua própria sonoridade uma das questões fulcrais do projeto artístico, a exploração do metaverso. A isso se deve também a escolha em realizar a exposição presencial nas estações do Metrô do Distrito Federal. Trata-se, afinal, de exposição sobre trânsitos humanos no pós-pandemia. Com isso, os deslocamentos coletivos são pensados como palco certeiro e dialógico às obras expostas.

A exposição contará com 33 obras do artista selecionadas pelo curador Augusto Niemar – poeta e professor de literatura da Universidade de Brasília. Com a rigorosa escolha das artes, buscou-se reunir quadros que evocassem aquela “civilidade de categorias binariamente opostas”, de que nos falou a antropóloga Janaína Ferreira Fernandes, a respeito da bidimensionalidade do projeto aqui enunciado. A ideia motriz da exposição consiste em uma apreciação dúbia das obras, pois, disponibilizadas nas estações do metrô, colocam-se a serviço de um portal para o universo labiríntico do metaverso, onde somos agraciados com novos modos de apreciação artística, viabilizados pelas distorções estéticas das artes ali compiladas.

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Fonte: https://metro.df.gov.br/?p=49055